“Sabe, uma coisa minima pode mudar sua vida, em um piscar de olhos uma coisa acontece do nada, quando você mesmo espera e te coloca em um caminho que você nunca planejou e um futuro que você nunca imaginou. Pra aonde que ele vai te levar? É a jornada das nossas vidas, nossa busca pela luz mas as vezes para encontrar a luz você tem que parar pela mais profunda escuridão. Pelo menos foi o que aconteceu comigo.
“Vocês não sabem o que estava se passando no resto da minha vida. Em casa. Nem mesmo na escola. Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser na de vocês. E quando estragam parte da vida de uma pessoa, não estão estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não da pra ser tão preciso e seletivo. Quando você estraga a parte da vida de alguém, você estraga a vida toda dessa pessoa. Tudo… é afetado.
“Você e suas tentativas frustadas e desesperadas pra ter alguém ao lado, nunca funcionaram. Sua pressa pra tentar fazer as coisas darem certo, se bobear, faz namoro virar casamento em dois meses. Esse sufocamento e paranoia, medo de perder o que nem te pertence. Todo esse desiquilíbrio sentimental… E ainda tem a cara lavada de colocar a culpa no amor.
“A verdade é que palavras bonitas se tornam descartáveis perto das atitudes estúpidas.
“Não se faz futuro, com quem já está no seu passado.
“Porque eu pensei que fosse você. Eu tinha certeza. Porque eu senti aquele quentinho no peito sabe? Aquela vontade de ficar perto. De te cuidar. E eu me senti mais leve. Mais feliz. Mais você. Mais a gente. Porque por nós, eu faria qualquer coisa. Eu abriria mão de tudo. E eu esqueci de mim. Só pra lembrar mais de você. Eu mudei a minha rotina, o meu visual e o meu cardápio. Eu passei a me cuidar. E a te cuidar em dobro. E te guardei. Porque eu sabia que era você. Eu sempre soube. Eu sempre quis que desse certo. E ia dar, ia dar. Porque eu jurei que fosse amor. Eu realmente achei que fôssemos o certo na vida um do outro. Mas não fomos. Não somos, e nunca seremos. Porque amor não basta. Porque nem amor era. Era costume. Apego. Vontade. Mas amor, amor mesmo, desses que fazem tremer a perna e palpitar o coração, não era. Teve jeito de amor, gosto de amor e dor de amor. Mas não foi amor. E não será. E é uma pena. Tanta vontade jogada no lixo. Tantos planos levados pelo vento. Tantos pedaços de coração por aí. Por aqui. E eu acho isso tão triste. Porque eu nunca aceitei o fim de nada. Não aceitei também o fim de tudo. Disso tudo. Sim, porque era algo. Forte. Que nem o tempo apagou. E não apagará. Porque a noitinha, eu ainda me pego lembrando de como a gente era feliz. De como tudo tinha um gosto bom. E confesso meu bem, dá saudade. E como dá. Dessas que doem bonito sabe? Bonitas e tristes. Como as meninas que eu vejo todos os dias. Todas aquelas almas gritando no silêncio de seus olhares. É bonito, e triste. E eu não me conformo. Porque tinha tudo pra dar certo. Tinha eu. Tinha você. Tinha vontade. Tinha futuro. Tinha promessa. Tinha saudade. Entao me diz porque nao? Porque nao a gente? Porque a gente se acostumou com o pouco. Com o resto. Porque a gente esqueceu de se amar. De se entregar por inteiro. Porque tinha tudo pra dar certo. Tudo, exceto amor.
“Morro de ciúmes, morro de amores, morro de saudade… E ainda continuo viva.
“Quero me desculpar comigo, mas não sei exatamente qual o erro que cometi.